29.8.12

PAZ E JUSTIÇA?


            Hoje, aqui em minha cidade, aconteceu uma grande demonstração do poder que emana do povo, e que é para o povo. Tentar quantificar os participantes seria mera e desnecessária especulação de minha parte, e da parte de qualquer estatístico. Contudo, tomo a liberdade de escrever a seguinte afirmação: todos se uniram em uma única qualificação – a de cidadãos e cidadãs que já não conseguem viver em paz em meio às expressões de um mundo hodiernamente permeado por múltiplas, e ao mesmo tempo singulares, formas de nascer, sobreviver, e mais cedo do que o esperado, expressar-se pela última vez.  
Sem sombra de dúvidas, foi um movimento de extrema relevância, principalmente por reafirmar a ideia de que tudo nasce, cresce ou não, e se resolve pela força ou fraqueza de um povo; e que todos os povos têm a faculdade de cultivar o físico ou o interior de suas potencialidades.
Não escrevo este texto para que ele se contenha aos limites do nosso território, mas para que, de repente, o maior número possível de seres que se reconhecem como humanos, possam conhecê-lo, e tenham talvez, a curiosidade de refletir um pouco mais.
Desta feita...
Sou de um mundo no qual peças equivalentes se dividem em agrupamentos distintos; no qual por algum motivo, que nunca consegui entender, os rótulos valem mais que o interior dos indivíduos. Neste mundo de espaços, alguns ocupam mais que o necessário, enquanto outros... Ou se contentam com a desgraça da “terra infértil”, ou precisam aprender voar pra não pousar na “faixa de nada” que deveria lhes pertencer.  O meu mundo é de clandestinos. De aproveitadores, escravizadores. De “foras da lei”. No meu mundo, meninos ladrões de queijo, no discurso da chamada “boa sociedade”, merecem apedrejamento. Pena de morte. Mas as ratazanas que deixam o queijo de lado para adquirir carga roubada, sonegar impostos, e outras coisinhas mais, ah... Estes pousam de bons senhores. Vão às missas e cultos dominicais; podem contribuir com as obras do “senhor” – que não é Nosso Senhor Jesus Cristo, e por isso não grafei com letra maiúscula – e o meu mundo os reconhece como Seus Fulanos de Tais.
Desejo muita paz para todos...
Desejo que todos possam de fato, gozar do direito à propriedade... E os que não têm nada...? Um fatalista certamente dirá: trabalhe pra ter. Vou preferir não falar sobre isso agora.
Desejo a segurança de poder sair e chegar em casa como nos velhos tempos – dizeres os anciões – não só para mim, mas para todos...
Mas o meu desejo mais profundo, é que os homens e mulheres que caminham pelas ruas deste mundo na busca por uma sociedade mais pacífica e justa, descubram o quanto antes, que a paz e a justiça mora dentro de cada um, e que todos, em suas ações cotidianas – por mais elementares que possam parecer à primeira vista – podem semeá-las pelos verdes campos de ervas daninhas.
Agora pare e pense um pouco...
Você sinceramente se reconhece como um semeador de paz e de justiça?

José Ivan Ribeiro dos Santos Filho
Poço Verde - SE, 24 de agosto de 2012.

25.11.11

IVAN RIBEIRO É PREMIADO EM CONCURSO DE MONOGRAFIA

A Coordenação de Extensão da Universidade Tiradentes realizou na noite dessa quinta-feira, 24 de novembro, a entrega do 13º Prêmio de Monografia, que este ano teve como tema central “Direitos humanos na sociedade globalizada”. Seu trabalho "OS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMO VERTENTE PRIORITÁRIA DOS DIREITOS HUMANOS NOS MOLDES DA GLOBALIZAÇÃO", está entre as dez monografias que serão publicadas em livro em 2012. Durante a solenidade, realizada no Auditório Padre Arnóbio, Campus Aracaju Farolândia, também foi lançado livro do 12º Prêmio de Monografia da Unit, promovido em 2010 e que teve como tema central “O conhecimento promovendo acessibilidade”. A definição dos temas fica sob responsabilidade dos professores indicados pelas coordenações dos cursos para integrar o grupo gestor do Fórum de Desenvolvimento Regional.

11.10.11

IVAN RIBEIRO - PALESTRANTE NO CURSO CONHECENDO A INFÂNCIA E A ADOLESCÊNCIA: DAS LEIS ÀS CONDUTAS

Palestra no Curso "Conhecendo a Infância e a Adolescência: das leis às condutas" - Câmara Municipal de vereadores de Poço Verde em 08 de outubro de 2011.
Palestra no Curso "Conhecendo a Infância e a Adolescência: das leis às condutas" - Câmara Municipal de vereadores de Poço Verde em 08 de outubro de 2011.


21.5.11

Que bom chegar à esta hora da vida, e descobrir que a felicidade mora dentro de mim. Como é especial a sensação de fazer e viver o que realmente importa... Ser importante para as pessoas que me amam e dar evidência à estas que vivem dentro de mim. Que máximo poder ter amigos... Uns de verdade... Outros nem tanto... Mas amigos. Alguns sonhos realizados; outros por realizar, e um caminho... Que conforme o as pedras que retire dele, chegarei ao infinito. E o infinito está em mim. Quero dizer... Está em cada um de nós. Pois o infinito sou eu... o infinito é você... Pois o infinito é o mundo, e o mundo é a nossa cabeça.

5.5.11


A PRIMEIRA VEZ QUE TOQUEI O MAR


Não mencionei lindas palavras;
E as pensadas... Não tinham eco nem cor.
Mas os olhares eram brilhantes mais que as luzes da cidade.
Não tinha sombra, mas não se sentia o Sol.

Medo... Só aquele dos medos de quando o via de longe.
E os segredos que a um metro se esconde
Não tive coragem de saber.
E pra todo conhecer... Coloquei o pé primeiro
E até o Rio de Janeiro, Copacabana... Distantes senti tocar;
Sem ter tempo de pensar, gritando saí aos pulos
E do país todos os muros
Visitei num só lugar.

Não era nem um pouco moderno,
Mas só me faltava um terno pra está como um doutor.
Aquele eterno amor que foi a primeira vista,
Quando passava a cem na pista, já previa curioso.

Vi o infinito que não sei se outros viram;
Senti o que não sentiram os que só sentiam saudades.
Fui navegante nas asas de uma aeronave - um avião...
Que me roubou na imensidão
E me levou... Para o que num rio seria a margem.

Foi muito “pouco”...
Porém não tenho ganância nem urgência de voltar.
Guardei a água... A areia...
E o tesouro da lembrança de quando toquei no mar.

1.12.10


 -Estou vivendo o que de melhor habita em mim, e assim tenho transformado a caneta e a folha em branco que Deus me emprestou, na mais bela história que eu, e somente eu posso escrever – a história da minha vida.


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 Uma das tantas poesias que estão no livro "Palavras de um Jovem Poeta".

ENREDO DE UMA NOITE SEM SONO

Luzes trêmulas
Gato preto no telhado
Ruas livres e galos distantes
Cantam os pássaros noturnos
Nas noites perto do céu.

Moribundos escarram
Cães amigos dos vermes
Noite à dentro
Dente enfermo
Dorme um a um os que podem.

Sopro entra pelas gretas da janela
Vento inquieto
Que brinca e canta ali.
Tempestades e assovios
Vítimas, réus
Nas noites perto do céu.

E seguem-se as procissões
Umas que vão, outras que veem
Rumos e destinos incertos.
Pensamentos e balas perdidas
Alvos atentos
Jogam-se no rumo das palavras.
Multidão oportunista
E sonhos inexistentes
Neste mundo tão longe do céu.