5.5.11


A PRIMEIRA VEZ QUE TOQUEI O MAR


Não mencionei lindas palavras;
E as pensadas... Não tinham eco nem cor.
Mas os olhares eram brilhantes mais que as luzes da cidade.
Não tinha sombra, mas não se sentia o Sol.

Medo... Só aquele dos medos de quando o via de longe.
E os segredos que a um metro se esconde
Não tive coragem de saber.
E pra todo conhecer... Coloquei o pé primeiro
E até o Rio de Janeiro, Copacabana... Distantes senti tocar;
Sem ter tempo de pensar, gritando saí aos pulos
E do país todos os muros
Visitei num só lugar.

Não era nem um pouco moderno,
Mas só me faltava um terno pra está como um doutor.
Aquele eterno amor que foi a primeira vista,
Quando passava a cem na pista, já previa curioso.

Vi o infinito que não sei se outros viram;
Senti o que não sentiram os que só sentiam saudades.
Fui navegante nas asas de uma aeronave - um avião...
Que me roubou na imensidão
E me levou... Para o que num rio seria a margem.

Foi muito “pouco”...
Porém não tenho ganância nem urgência de voltar.
Guardei a água... A areia...
E o tesouro da lembrança de quando toquei no mar.

Um comentário:

  1. Nossa Ivan que lindo, sinto orgulho de ter te conhecido um dia.

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